A forma de fazer pesquisas na internet mudou. Enquanto nas últimas décadas os mecanismos de busca forneciam listas de links classificados, agora, eles já utilizam ferramentas de inteligência artificial generativa para fornecer uma única resposta.
Um novo estudo da Universidade Ruhr de Bochum e do Instituto Max Planck de Sistemas de Software comparou a busca tradicional do Google com quatro mecanismos de busca generativos: Google AI Overview (AIO), Gemini, GPT-4o-Search e GPT-4o com Search Tool.
Após milhares de consultas abrangendo seis áreas principais, a equipe relacionou os dois estilos de busca com base em três métricas. Eles analisaram a diversidade de fontes, a dependência do conhecimento e a abrangência das ideias. Dois meses depois, repetiram o experimento para verificar alterações na velocidade das fontes e das respostas de IA.
Segundo o resultado, a IA abrange uma gama mais ampla, coletando informações de sites mais diversificados. Porém, muitas vezes, as respostas não foram mais abrangentes por isso. Além disso, as respostas da IA tenderam a ser menos estáveis com o tempo, mudando significativamente em dois meses.
“Diferenças na seleção de fontes e no uso do conhecimento interno podem alterar sutilmente as perspectivas e os fatos aos quais os usuários são expostos, mesmo quando a cobertura geral do tópico parece semelhante”, escreveram os autores.
Os pesquisadores também descobriram diferenças entre os modelos de IA. O GPT-4o dependia de sua memória interna, enquanto o Google AI Overview e o Gemini buscavam informações em um conjunto maior e atualizado de sites.
No entanto, a equipe não conseguiu chegar a uma conclusão sobre se um tipo de busca era, de fato, melhor que outro. Resumidamente, com a IA, usuários recebem uma resposta diversificada e resumida, mas perdem fontes confiáveis e os resultados consistentes das buscas tradicionais. Por fim, os autores defenderam a necessidade de novos parâmetros e padrões para avaliar as respostas da IA.
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