Mosquitos infectam mais de 4 mil em surto recorde na China

A província de Guangdong, no sul da China, enfrenta o maior surto de febre chikungunya já registrado no país, com mais de 4 mil casos confirmados. A situação, que começou no final de julho de 2025, tem como epicentro o distrito de Shunde, em Foshan, onde já foram documentadas mais de 3.600 infecções.

O vírus, transmitido pelos mosquitos Aedes, os mesmos vetores do Zika, também se espalhou para outras cidades importantes da região, incluindo Guangzhou, Shenzhen, Hong Kong e Macau.

As autoridades chinesas iniciaram campanhas em toda a província para combater a proliferação dos mosquitos transmissores. As ações incluem incentivos aos moradores para eliminar água parada e reduzir os criadouros dos insetos. Segundo informações divulgadas pelo ScienceDaily, o surto atual representa um desafio significativo para o sistema de saúde pública da região.

A disseminação da doença está associada às condições ambientais favoráveis para a reprodução de mosquitos no sul da China. Fatores como mudanças climáticas, crescimento urbano acelerado e aumento das viagens internacionais têm contribuído para a propagação global de vírus transmitidos por mosquitos.

“O surto reflete tanto a disseminação global da chikungunya quanto as condições favoráveis para doenças transmitidas por mosquitos no sul da China”, afirmou Guang-Guo Ying, autor principal do estudo e pesquisador da Universidade Normal do Sul da China.

A febre chikungunya foi identificada pela primeira vez na Tanzânia na década de 1950 e, desde então, já se espalhou para mais de 110 países em quatro continentes: África, Ásia, Américas e Europa. O nome “chikungunya” tem origem na língua Kimakonde, significando “aquilo que se curva”, uma referência à postura curvada causada pelas fortes dores nas articulações que frequentemente acompanham a infecção.

O controle completo do surto ainda não tem previsão definida. A ausência de tratamentos antivirais específicos ou vacinas licenciadas para a febre chikungunya dificulta o combate à doença, que provoca sintomas como febre alta e dores intensas nas articulações, podendo deixar sequelas por semanas ou meses após a recuperação.

Em resposta à situação, a Organização Mundial da Saúde emitiu novas diretrizes clínicas e fortaleceu sua Iniciativa Global de Arbovírus, com foco em melhorar o monitoramento, prevenção e coordenação internacional. As estratégias de saúde pública enfatizam a participação comunitária, a eliminação rotineira de água parada e o uso de repelentes, telas e roupas protetoras.

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