Mapa térmico mostra por que o Melissa entrou para a história dos furacões

A Agência Espacial Europeia (ESA) registrou imagens impressionantes do furacão Melissa por meio do satélite Sentinel-3, revelando um mapa térmico que mostra como o desastre entrou para a história dos furacões.

Além disso, o Melissa, que atingiu a Jamaica no final de outubro, entrou para a história como um dos três furacões mais intensos do Atlântico, sendo o maior de 2025.

A tempestade chegou como um furacão de Categoria 5, com ventos superiores a 295 km/h, provocando inundações intensas e enormes danos à infraestrutura jamaicana. De acordo com a ESA, o Melissa foi um dos furacões mais severos do Caribe nos últimos anos e monitora o evento com um mapa térmico que mostra a estrutura e evolução do furacão desde sua formação no Oceano Atlântico.

Mapa térmico confirma Melissa na história dos furacões e tendência alarmante

Imagem: ESA/Reprodução

O mapa térmico da ESA destaca fortes contrastes de temperatura entre a base e o topo do Melissa, o que contribuiu para sua intensificação histórica entre furacões no Atlântico.

“O satélite Sentinel-3 capturou a imagem no dia 26 de outubro, mostrando a temperatura brilhante no topo do furacão Melissa conforme sua expansão pelo Mar do Caribe rumo à Jamaica, onde atingiria a costa”, afirmou a ESA em comunicado.

O mapa térmico comprova que o Melissa entrou para a história dos furacões, mas pode ser superado em breve. O aumento da frequência e intensidade dos furacões é decorrência do aquecimento global, que fornece mais energia para a formação de ciclones intensos.

Dois estudos recentes sobre a atribuição de eventos extremos descobriram que as mudanças climáticas foram responsáveis por 12% dos danos que o furacão Melissa causou.

28.10.2025’Roads in Bath, St. Thomas, Jamaica, are now impassable as rising river waters have taken over the area following Hurricane Melissa.’via WeatherMonitors [X] #ClimateCrisis #FossilFuels #Melissa

The Final Report (@firehorse249791.bsky.social) 2025-10-28T19:05:19.655Z

De acordo com os estudos, o aquecimento global aumentou a velocidade dos ventos da tempestade em 7%, ou 18 km/h. Os cientistas descobriram que o aquecimento recorde das águas do oceano por onde o Melissa passou era de 1,4 ºC mais quente que a média.

Por isso, os dados do Sentinel-3 são fundamentais para compreender a influência do clima na dinâmica desses eventos extremos.

O Sentinel-3 faz parte do programa Copernicus e fornece imagens de alta resolução usadas para estudar furacões, mapear mudanças costeiras e monitorar temperaturas oceânicas.

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