IA agora prevê tempestades com 4 horas de antecedência

Uma equipe de cientistas da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong criou um sistema de previsão meteorológica baseado em inteligência artificial. A tecnologia consegue antecipar tempestades e chuvas intensas com até quatro horas de antecedência. Superando assim os sistemas atuais que oferecem previsões entre 20 minutos e duas horas antes dos eventos.

O projeto foi liderado pelo professor Su Hui, da área de engenharia civil e ambiental da universidade. De acordo com a Reuters, a pesquisa foi publicada nos Anais da Academia Nacional de Ciências em dezembro de 2025, após anos de desenvolvimento.

Sistema aumenta precisão das previsões meteorológicas

O novo modelo, denominado Modelo de Difusão Profunda baseado em Dados de Satélite (DDMS), atualiza as previsões a cada 15 minutos e aumentou a precisão em mais de 15%. A tecnologia foi desenvolvida em colaboração com as autoridades meteorológicas da China.

“Esperamos usar IA e dados de satélite para melhorar a previsão de clima extremo para que possamos estar melhor preparados”, afirmou Su Hui durante a coletiva de imprensa. Ele também explicou que os satélites podem detectar a formação de nuvens mais cedo do que outros sistemas de previsão, como o radar.

Resposta aos eventos climáticos extremos

O sistema busca auxiliar governos e serviços de emergência a fim de responderem de forma mais eficaz aos eventos climáticos extremos. Isso porque eles estão ficando cada vez mais frequentes devido às mudanças climáticas.

A tecnologia usa técnicas de IA generativa. Aliás, os pesquisadores desenvolveram ela especificamente para prever chuvas intensas.

A criação do DDMS responde à necessidade de melhor preparação frente aos fenômenos meteorológicos que têm afetado a região. Em 2025, por exemplo, Hong Kong emitiu seu alerta máximo para tempestades cinco vezes e o segundo nível mais alto 16 vezes, estabelecendo assim novos recordes, de acordo com o observatório da cidade.

Metodologia e implementação

O modelo aplica técnicas avançadas de IA generativa, introduzindo ruído nos dados de treinamento para que o sistema aprenda a reverter o processo. Assim, resultando em previsões mais precisas.

O DDMS usa dados de temperatura de brilho infravermelho coletados entre 2018 e 2021 pelo satélite Fengyun-4 da China. Posteriormente, foi validado com amostras de primavera e verão de 2022 e 2023.

Atualmente, o sistema está implementado em Hong Kong e em partes do sul da China. Essas regiões enfrentaram um número de tufões e episódios de chuva em 2025 muito acima da média sazonal. Além disso, tanto a Administração Meteorológica da China quanto o Observatório de Hong Kong estão trabalhando a fim de incorporar o modelo em suas previsões.

Porém, os pesquisadores não divulgaram detalhes sobre quando o sistema estará completamente operacional em todas as regiões da China. Ou mesmo se eles pretendem expandir a novidade para outros países.

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