A China finalizou uma simulação completa para avaliar o desempenho do Telescópio Espacial da Estação Espacial Chinesa (CSST), conhecido como Xuntian, que significa “observando os céus”. O teste faz parte dos preparativos para o lançamento previsto para o início de 2027. O equipamento orbitará próximo à estação espacial chinesa Tiangong.
Pesquisadores chineses desenvolveram um sistema de simulação para replicar as condições instrumentais e observacionais que o telescópio enfrentará no espaço.
De acordo com o Space.com, os resultados deste teste foram publicados na revista Research in Astronomy and Astrophysics no início de janeiro de 2026. O Observatório Nacional de Astronomia da Academia Chinesa de Ciências (NAOC) coordenou o estudo.
Imagem: YouTube/Reprodução
Características técnicas do telescópio
O Xuntian possui um espelho primário de 2 metros de diâmetro, dimensão ligeiramente inferior à do Telescópio Espacial Hubble. Apesar disso, o equipamento chinês está equipado com uma câmera de 2,5 bilhões de pixels e apresenta campo de visão aproximadamente 300 vezes maior que o do Hubble.
O telescópio realizará observações em comprimentos de onda que vão do ultravioleta próximo ao infravermelho próximo, produzindo imagens com alta resolução espacial. Estas capacidades permitirão que o equipamento contribua para diversas áreas científicas.
“O Telescópio Espacial da Estação Espacial Chinesa fará contribuições importantes para cosmologia, estudo de galáxias, evolução da Via Láctea, estrelas e planetas”, afirmou o Observatório Nacional de Astronomia da Academia Chinesa de Ciências. Além disso, o equipamento poderá fornecer novos dados sobre matéria escura e energia escura.
Imagem: YouTube/Reprodução
Operação e manutenção
O telescópio será lançado por um foguete Long March 5B e posicionado em órbita terrestre baixa. Embora voe de forma independente, o Xuntian coorbitará com a estação espacial Tiangong, permitindo interações periódicas.
Uma característica importante do projeto é a capacidade do telescópio de acoplar-se à estação Tiangong. Esta funcionalidade possibilitará que astronautas realizem caminhadas espaciais para manutenção, reparos ou atualizações do observatório.
Esta abordagem segue um modelo semelhante ao utilizado pela NASA com o telescópio Hubble, que recebeu cinco missões de manutenção entre 1993 e 2009. Assim, a operação do Xuntian ficará a cargo de cientistas e técnicos do programa espacial chinês, em colaboração com o NAOC e outras instituições científicas do país.
Porém, até o momento, a China não divulgou detalhes sobre os primeiros alvos de observação após o lançamento do telescópio.
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