Na última quinta-feira (13), as forças armadas dos EUA anunciaram um programa para rastrear “ameaças” que venham da Lua, especificamente na região cislunar (entre a Terra e o nosso satélite).
A iniciativa é o programa TBD2 (Track at Big Distances with Track-Before-Detect), da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA).
Em tradução livre, o TBD2 significa “Rastreamento a Grandes Distâncias com a técnica Track-Before-Detect”. A técnica “Track-Before-Detect” é um sistema de rastreio de alvos que monitora sinais muito fracos ao longo do tempo para confirmar como alvo ou ameaça.
No contexto espacial, o programa dos EUA permite uma detecção contínua de “ameaças” na região entre a Terra e a Lua, visando suprir lacunas nas capacidades atuais de vigilância espacial.
De acordo com a DARPA, a vigilância espacial se concentra até a órbita geossíncrona (GEO) e não contempla adequadamente objetos mais distantes.
“Esta iniciativa vai ampliar a segurança do tráfego cislunar de naves comerciais e civis, beneficiando todas as nações e criando um ecossistema espacial sustentável. Para isso, a TBD2 busca aprimorar algoritmos avançados de processamento de sinais para que, quando combinados com sensores de detecção por luz, o rastreio e monitoramento de objetos distantes sejam mais eficientes”, diz o documento da DARPA do último dia 13.
Portanto, os EUA querem desenvolver algoritmos compatíveis com sensores ópticos comerciais que operem em espaçonaves. Assim, esses sistemas poderiam processar sinais diretamente no espaço, permitindo rastrear “ameaças” para além da Lua, a mais de 1,4 milhão de quilômetros da Terra.
Contudo, o foco principal dos EUA, conforme cita a DARPA, será o monitoramento do “corredor Terra-Lua”, região com crescente movimentação de “ameaças”. E, por ameaças, leia-se: “China”.
Obviamente, a capacidade de rastrear objetos distantes seria ideal para a missão da Força Espacial dos EUA de domínio do espaço ao monitorar espaçonaves da China rumo à Lua. A China bateu seu recorde de missões espaciais na última semana. Além disso, a promessa de enviar astronautas à Lua em 2030 ameaça a soberania dos EUA.
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