Uma recente colisão de dois buracos negros, batizada de GW250114, se tornou a mais convincente manifestação astronômica que confirmou teorias de Albert Einstein e Stephen Hawking, de acordo com um estudo publicado.
Na verdade, astrônomos do Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferometria Laser (LIGO), nos Estados Unidos, identificaram o GW150914 2015. Esse foi o início da astronomia de ondas gravitacionais.
Mas, uma década depois, avanços nos detectores do LiGO graças a colaborações internacionais, com observatórios no Japão e na Itália (LIGO-Virgo-KAGRA), permitiram a observação do sinal mais nítido da história.
Em janeiro, os cientistas identificaram o GW250114 com uma razão sinal-ruído (SNR) de 80, superando o GW150914 em três vezes.
As ondas gravitacionais da colisão, que representam dobras no espaço-tempo geradas por eventos extremos, oferecendo insights impressionantes sobre a origem dos buracos negros.
A colisão ocorreu com dois buracos negros com massas de 30 e 35 vezes superiores a do Sol, a cera de 1 bilhão de anos-luz da Terra. A fusão gerou um buraco negro com uma massa 63 vezes maior que a solar, que gira em 100 rotações por segundo. Veja:
Teorias de Hawking e Einstein sobre buracos negros
Em um comunicado, cientistas da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, ressaltam que o estudo, confirma a Lei da Área de Stephen Hawking.
Proposta em 1971, a teoria afirma que área do horizonte de eventos de um buraco negro não diminui em colisão com outro buraco negro. A fusão resulta em um buraco negro maior que a soma.
Além de Hawking, o estudo também confirma a teoria de Kerr sobre a natureza de um buraco negro, que se baseia na Teoria da Relatividade Geral, de Albert Einstein. Em 1916, a teoria de Einstein previa a existência de ondas gravitacionais.
De acordo com Einstein, após a fusão, o buraco negro final se transformará em um buraco negro de Kerr. Desse modo, o resultado é um buraco negro com rotação (spin), mas sem carga elétrica, conforme teorizou o matemático neozelandês Roy Kerr.
O estudo confirma a Lei da Área de Hawking e demonstra que buracos negros remanescentes de fusões se comportam como buracos negros de Kerr, reforçando o Teorema da Calvície, que faz parte das equações de Einstein.
O termo foi cunhado pelo astrofísico John Wheeler para validar a descrição externa de buracos negros. Proposta por Kerr, três métricas definem o buraco negro pós-fusão: massa, rotação e carga elétrica.
Além disso, os resultados reforçam a noção de que buracos negros se comportam como sistemas termodinâmicos, validando as teorias de Hawking, Kerr e Einstein.
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