Cientistas australianos descobriram uma nova espécie nativa de mini abelha com chifres e batizaram a espécie com um nome em alusão ao diabo.
De acordo com um estudo publicado no início deste mês, os cientistas encontraram a abelha com chifres do diabo durante a observação de uma rara flor silvestre.
Os cientistas estudavam a flor Marianthus aquilonarius, ameaçada de extinção e que cresce somente na Austrália Ocidental, quando encontraram a Megachile lucifer. Aliás, a abelha recebeu esse nome pelos pequenos chifres faciais exclusivos das fêmeas da espécie. A característica resultou na classificação em alusão ao diabo.
Além disso, Kit Prendergast, coautora do estudo e responsável pela descoberta, escolheu o nome “lucifer” não somente pelos chifres da abelha. A cientista classificou a abelha com chifres de diabo em homenagem ao protagonista da série “Lucifer”, da Netflix.
“Sua classificação é uma referência aos chifres do diabo da fêmea da espécie, mas também porque eu sou uma grande fã da série “Lucifer” e, sobretudo, do personagem principal, Lúcifer Estrela da Manhã, interpretado por Tom Ellis”, afirmou Prendergast em uma publicação no Instagram.
Análises genéticas confirmaram a classificação, revelando que os espécimes coletados não correspondiam a nenhuma espécie já catalogada em bancos de DNA ou coleções de museus. Portanto, de acordo com o estudo, a mini abelha com chifre do diabo é o membro mais recente do grupo em mais de 20 anos.
Apesar de evidenciar o potencial oculto da biodiversidade da Austrália, os cientistas ainda não sabem o papel ecológico da abelha. Aliás, vale ressaltar que os cientistas descobriram a abelha com chifres do diabo em uma região onde a mineração ameaça a flor silvestre que serve de habitat exclusivo do inseto.
A planta é considerada “ameaçada” pelo governo da Austrália, que cita a mineração como uma das principais responsáveis. Por isso, Prendergast critica a falta de pesquisa ambiental por parte das mineradoras, alertando para o risco de extinção de espécies antes mesmo que cientistas consigam descobri-las.
“Muitas empresas de mineração ainda não realizam buscas ambientais por abelhas nativas. Com isso, talvez estejamos perdendo espécies não classificadas, incluindo aquelas que desempenham papéis cruciais para ajudar plantas e ecossistemas em ameaça. Como encontramos a nova espécie de abelha na pequena área onde a flor silvestre ameaçada se encontra, ambas [tanto a abelha quanto a planta] correm risco de extinção devido a impactos no habitat e outros processos, como as mudanças climáticas”, afirmou a pesquisadora.
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