Hype de agentes de IA esbarra na realidade; estudo indica falta de preparo

A Enterprise Management Associates (EMA) publicou um estudo apontando que organizações estão adotando agentes de inteligência artificial rapidamente, mas sem preparação suficiente para gerenciar os riscos de segurança associados ao uso da tecnologia.

A pesquisa ouviu 271 profissionais das áreas de tecnologia da informação, segurança e gestão de identidades e acessos (IAM).

O documento, intitulado “Identidades de Agentes de IA: A Fronteira Não Segura das Operações Autônomas”, foi desenvolvido por Ken Buckler, Diretor de Pesquisa da EMA na área de Segurança da Informação, Riscos e Gestão de Conformidade.

O levantamento identificou uma desconexão entre o entusiasmo pela adoção de agentes de IA e a capacidade das infraestruturas existentes para gerenciá-los com segurança.

Adoção acelerada sem políticas de segurança

O estudo demonstra que a tecnologia de IA agêntica deixou de ser apenas um conceito emergente e já está transformando as práticas operacionais em diversas organizações. Em contrapartida, entre as empresas com mais de 500 funcionários, 2% relataram não ter planos ou interesse em implementar essa tecnologia.

A pesquisa revela que que 79% das organizações implementaram agentes de IA mesmo sem possuir políticas escritas sobre o tema. Contudo, esta abordagem indica uma possível vulnerabilidade na forma como as empresas estão lidando com essas novas identidades digitais.

“Quando se trata de identidade de IA ativa, a maioria das organizações está despreparada para os riscos de segurança inerentes e os desafios operacionais da gestão dessas identidades”, afirma Buckler. “Infelizmente, o setor avançou a toda velocidade sem levar em conta esses riscos, com um número significativo de organizações que não possuem políticas de segurança por escrito, implementando IA agêntica antes mesmo da adoção dessas políticas. Isso cria um ponto cego significativo no setor em relação aos agentes de inteligência artificial.”

O levantamento revelou que 41% das organizações têm preocupações com a segurança ou confiabilidade de seus atuais fornecedores de IAM. Este percentual é particularmente relevante considerando a natureza autônoma dos agentes de IA e os riscos associados.

Além disso, custos imprevisíveis aparecem como outro obstáculo significativo. Para 56% das organizações de médio porte e 45,2% das grandes empresas, esta é a principal dificuldade enfrentada com seus atuais provedores.

Segundo o estudo, muitas organizações acreditam que suas soluções atuais de IAM podem absorver a demanda adicional criada pelos agentes autônomos. No entanto, os dados coletados pela EMA indicam o contrário, sugerindo uma falta de preparo generalizada no setor.

Abrangência da pesquisa

O levantamento incluiu profissionais de diferentes áreas relacionadas à tecnologia e segurança digital, em empresas de diversos portes. Os participantes responderam sobre suas práticas de implementação de agentes de IA e sobre a preparação de suas infraestruturas para gerenciar essas novas identidades.

As organizações participantes representam tanto o setor público quanto o privado. Isso inclui empresas que já utilizam ou interagem com IA agêntica para funções internas (voltadas para funcionários) e externas (voltadas para clientes).

A pesquisa foi realizada em parceria com a Ory, empresa especializada em gestão de identidades de clientes, IA e B2B, que atua no mercado moderno de IAM.

Por fim, a pesquisa demonstra que é necessária uma mudança fundamental na abordagem de Gestão de Identidades e Acessos. É importante tratar agentes de IA como identidades digitais de primeira classe, gerenciadas com o mesmo rigor que os usuários humanos.

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