IA encontra rastros escondidos de vida em rochas de 3,3 bilhões de anos

Usando análises químicas e aprendizado de máquina, cientistas detectaram vestígios moleculares de vida em rochas de mais de 3,3 bilhões de anos. A inteligência artificial identificou assinaturas biológicas com mais de 90% de precisão. Além disso, revelou sinais de que a fotossíntese começou quase um bilhão de anos antes do que se acreditava.

Pesquisadores liderados pela Carnegie Institution for Science usaram análises químicas de alta resolução para decompor materiais orgânicos e inorgânicos em fragmentos moleculares. Em seguida, a equipe treinou modelos computacionais para reconhecer padrões moleculares de organismos vivos.

Os cientistas analisaram mais de 400 amostras de plantas, animais, fósseis e meteoritos de bilhões de anos. Katie Maloney, da Universidade Estadual de Michigan, nos EUA, forneceu fósseis de algas marinhas bem preservados com um bilhão de anos do Território de Yukon, no Canadá.

Maloney, que estuda como a vida fotossintética primitiva transformou o planeta, afirma que a técnica “nos ajuda a ler o registro fóssil do tempo profundo de uma nova maneira”. “Isso pode ajudar a orientar a busca por vida em outros planetas”, disse.

Como bioassinaturas em rochas podem ajudar a buscar vida em outros planetas?

O estudo, publicado nesta segunda-feira (17) na revista PNAS, oferece novas perspectivas sobre a biosfera primitiva da Terra e abre caminho para a busca de vida fora do planeta. Isso porque esses métodos poderiam examinar amostras de Marte ou outros lugares para determinar se eles já abrigaram organismos vivos.

As primeiras formas de vida na Terra deixaram evidências moleculares limitadas. Materiais frágeis, como células primitivas e tapetes microbianos, foram enterrados, comprimidos, aquecidos e fraturados com o movimento da crosta terrestre antes de voltarem à superfície.

Esses processos geológicos destruíram a maioria das bioassinaturas originais, apagando pistas sobre o início e a evolução da vida. No entanto, agora, a distribuição de fragmentos biomoleculares em rochas antigas pode preservar informações diagnósticas sobre a biosfera, mesmo sem as biomoléculas originais.

The post IA encontra rastros escondidos de vida em rochas de 3,3 bilhões de anos appeared first on Giz Brasil.

Rolar para cima