Arqueólogos identificaram um fragmento de cerâmica com inscrição assíria datado do período do Primeiro Templo em Jerusalém.
O anúncio foi feito pela Autoridade de Antiguidades de Israel e pela Fundação Cidade de Davi, durante escavações próximas ao Muro Ocidental do Monte do Templo.
O governo de Israel apresentou o artefato ao público na última quarta-feira (23), ressaltando a importância assíria em Jerusalém.
A peça da inscrição mede apenas 2,5 centímetros de diâmetro, mas possui um elemento indicando uma impressão de selo real em um despacho oficial da corte assíria ao Reino de Judá (Jerusalém), então um estado vassalo.
A mensagem menciona a data “primeiro dia do mês de Av” e um “oficial de carruagem”. O oficial era o responsável pelo transporte de comunicações oficiais.
Os arqueólogos recuperaram a peça em outubro de 2023 através de peneiramento úmido no Parque Arqueológico Davidson. O método que garante a integridade de artefatos arqueológicos.
E, como a inscrição é a primeira evidência direta de comunicação formal entre Assíria e Judá encontrada em Jerusalém, os arqueólogos foram cautelosos.
Posteriormente, análises petrográficas revelaram que a argila não é local, mas oriunda da Bacia do rio Tigre, onde ficavam importantes cidades assírias como Nínive, Assur e Nimrud. Isso indica que o documento surgiu de uma instituição administrativa assíria antes de ir a Jerusalém.
O fragmento estava em camadas de solo de depósitos do período do Segundo Templo, mais especificamente em um canal de drenagem antigo. Contudo, os arqueólogos acreditam que ele se originou do colapso de uma estrutura do período do Primeiro Templo, nas proximidades do Monte do Templo.
Apesar de estar incompleto, o conteúdo pode refletir tensões políticas entre Judá e o Império Assírio, possivelmente envolvendo atrasos no pagamento de tributos.
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