Após um período relativamente calmo para quem observa o céu, o mês de outubro terá um espetáculo astronômico, incluindo uma superlua, cometas e chuvas de meteoros.
Um dos cometas é imperdível porque seu retorno ocorrerá daqui a mais de mil anos. Contudo, o cometa será visível no Hemisfério Sul somente em dezembro, após sumir do céu do Hemisfério Norte no próximo mês.
Aliás, os observadores do céu no Hemisfério Sul não terão o mesmo privilégio astronômico de outubro, perdendo alguns eventos do espetáculo deste mês. Confira os principais eventos:
06/10: Superlua
Imagem: NASA/Reprodução
A próxima segunda-feira (6) marca o início do espetáculo de outubro, que começa com uma Superlua, quando a Lua chega ao seu perigeu — quando sua órbita elíptica alcança o ponto mais próximo à Terra. A superlua de outubro vai aparecer 14% maior e 30% mais brilhante, com tons alaranjados.
8/10: Draconídeas
Mais visível no Hemisfério Norte, a Chuva de Meteoros Draconídeas chega ao seu auge logo após a superlua e dura até o próximo dia 10, ressaltando o espetáculo no céu em outubro.
Com essa janela tão próxima, observadores precisam se preparar porque as Draconídeas são uma chuva de meteoros que surge logo após o pôr do Sol. O ponto mais brilhante fica na constelação de Draco.
A principal atração deste evento é a imprevisibilidade. A intensidade desta chuva de meteoros pode ser de dezenas a centenas de meteoros por hora.
Portanto, a expectativa por um espetáculo no céu é ainda maior em outubro deste ano.
De acordo com o EarthSky, as Draconídeas vão aparecer no Hemisfério Sul, embora bem mais fracas.
14/10: Júpiter
O espetáculo em outubro parece não ter fim, pois, poucos dias após a chuva de meteoros, o maior planeta do Sistema Solar ficará visível no céu noturno em uma conjunção.
No próximo dia 14, Júpiter vai aparecer à direita da Lua crescente, pouco antes da meia-noite.
21/10: Evento em dobro – cometa único e chuva de meteoros
Imagem: NASA/Reprodução
O cometa C/2025 A6 (Lemmon) ficará mais próximo da Terra daqui a 20 dias e só volta após 1.396 anos. Com isso, a passagem do cometa é um dos principais eventos em outubro e, talvez, o maior espetáculo no céu, porque será visível a olho nu.
Especialistas recomendam binóculos ou pequenos telescópios para melhor observação. A passagem em outubro é exclusiva ao céu do norte, mas o espetáculo será visível por aqui em dezembro.
A outra metade do espetáculo no céu do dia 21 de outubro é o auge das Oriônidas.
As Oriônidas, chuvas de meteoros com associação ao Cometa Halley, entram em atividade no final de setembro e ficam ativas até novembro, mas a melhor visualização neste ano será no dia 21.
Entusiastas do Hemisfério Sul precisam ficar atentos à madrugada deste dia para observar a chuva de meteoros.
O espetáculo em outubro será mais significativo no céu do Hemisfério Norte, que recebe a superlua, as chuvas de meteoros e o cometa que pode voltar à Terra caso o planeta não exista no próximo milênio.
Novembro e dezembro, provavelmente, serão mais interessantes no Hemisfério Sul.
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