Spotify vai seguir exemplo do Deezer quando o assunto é IA

O Spotify anunciou atualizações nas diretrizes que tratam de conteúdo criado com inteligência artificial (IA). O objetivo é oferecer maior transparência em relação aos conteúdos gerados por IA. E reduzir o volume de spam presente na plataforma musical.

“O futuro da indústria musical está sendo escrito. E acreditamos que atuar de forma agressiva contra os piores usos da IA generativa é essencial para liberar seu potencial em benefício de artistas e produtores”, disse a companhia em comunicado.

Como será o padrão do Spotify para IA

Primeiramente, a empresa sueca revelou que está adotando um novo padrão, que vem sendo implementado amplamente por outras gigantes do streaming de música para identificar com precisão e rotular o máximo de faixas de IA nos créditos. Na prática, o sistema DDEX, que ainda está em desenvolvimento, padronizará os créditos de conteúdos gerados pela tecnologia.

Os usuários poderão ver se a IA foi utilizada nos instrumentos presentes na música, nos vocais ou até mesmo na produção final. No futuro, o Spotify também espera implementar um novo filtro para spam de música com potencial de barrar mais conteúdos que violem suas diretrizes.

A plataforma revelou que removeu mais de 75 milhões de músicas feitas por IA nos últimos 12 meses, um número bastante impressionante. Assim, em comunicado, a empresa reconheceu que a inteligência artificial tem inégáveis benefícios para os profissionais da indústria. Mas também tem possibilitado que agentes fraudulentos criem spam com deepfakes das vozes de artistas consagrados para enganar ouvintes e obter monetização indevidamente.

“No melhor cenário, a IA está desbloqueando formas incríveis de artistas criarem música e de ouvintes descobrirem sons. No pior, pode ser usada por agentes mal-intencionados e fazendas de conteúdo para confundir ou enganar ouvintes, despejar conteúdo de baixa qualidade no ecossistema e interferir no trabalho de artistas autênticos que buscam construir suas carreiras”

Deezer já adotou medidas

Há alguns meses, o Deezer também passou a adotar medidas mais contundentes para combater conteúdo fraudulento. Conforme detalhado pela repórter Isabela Oliveira no Giz Brasil, as faixas criadas com a ajuda de IA generativa deixaram de ser incluídas em playlists e recomendadas pelo algoritmo do serviço.

Além disso, as faixas geradas por inteligência artificial estão sendo banidos do sistema de pagamento de royalties.

Por fim, a tecnologia de detecção de fraudes da plataforma constatou que quase 20% de quase todo o conteúdo inserido no serviço de streaming diariamente era parcial ou totalmente gerado por IA.

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