A OpenAI está ampliando seus esforços para estimular governos ao redor do mundo a construírem mais centros de dados e adotarem IA em setores como educação, saúde e prevenção de desastres. A iniciativa, chamada OpenAI for Countries, foi lançada no ano passado e já conta com a adesão de onze países. Nesta quarta-feira (21), executivos da empresa apresentaram o projeto a autoridades governamentais durante evento em Davos.
O programa busca reduzir a disparidade tecnológica entre nações com amplo acesso à IA e aquelas que ainda não desenvolveram essa capacidade. “A maioria dos países ainda opera muito aquém do que os sistemas de IA atuais tornam possível”, afirmou a companhia em relatório compartilhado com a Reuters.
A iniciativa internacional está sob supervisão do ex-ministro das Finanças britânico George Osborne, nomeado para o cargo em dezembro de 2025. Durante esta semana, Osborne e Chris Lehane, diretor global de assuntos da OpenAI, estão divulgando o projeto em Davos.
Este programa integra uma estratégia mais ampla que consolidou a criadora do ChatGPT como líder no atual cenário da IA moderna. A empresa alcançou valor de mercado de US$ 500 bilhões e considera realizar uma oferta pública que poderia atingir US$ 1 trilhão.
OpenAI for Countries
Cada acordo da OpenAI for Countries é estruturado de forma personalizada. Na Estônia, por exemplo, o ChatGPT Edu está sendo implementado em escolas secundárias por todo o país. Por outro lado, na Noruega e nos Emirados Árabes Unidos, a OpenAI colabora com outras empresas na construção de centros de dados, tornando-se seu primeiro cliente.
A empresa também demonstrou interesse em expandir para áreas como planejamento para desastres. Na Coreia do Sul, está em negociação com a autoridade governamental de águas para desenvolver um sistema de alerta em tempo real contra desastres hídricos relacionados às mudanças climáticas.
De acordo com o relatório da OpenAI, o típico “usuário avançado” (aqueles no percentil 95) utiliza os recursos avançados de raciocínio da plataforma sete vezes mais frequentemente que um usuário comum. Além disso, existem grandes variações nos padrões de uso dentro dos próprios países.
Em Singapura, onde há amplo acesso às ferramentas de IA, as pessoas enviam mais de três vezes mais mensagens sobre programação do que a média global, segundo o documento.
A iniciativa representa um esforço da empresa para democratizar o acesso à tecnologia de IA globalmente, enquanto expande sua presença em mercados internacionais. Assim, os resultados desses acordos poderão influenciar a adoção futura de IA em escala governamental.
Porém, o relatório compartilhado pela empresa não detalhou os próximos passos específicos da iniciativa além dos países já mencionados.
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