225 estatuetas revelam que faraó foi enterrado no túmulo de outro

Pesquisadores descobriram 225 shabtis do faraó Shoshenq III no túmulo do faraó Osorkon II, no sítio arqueológico de Tanis, no norte do Egito. Essas estatuetas, identificadas por seus hieróglifos, trabalham como servos dos falecidos na vida após a morte.

Os antigos egípcios acreditavam que as estatuetas shabti (ou ushabti) ​​realizavam trabalhos espirituais após a morte. Por isso, elas são presença frequente em túmulos egípcios. E pessoas ricas tendiam a ter centenas delas, como Tutancâmon, com mais de 400.

A tumba e o sarcófago foram descobertos em 1939, mas os shabtis foram encontrados apenas recentemente por uma equipe egípcio-francesa, segundo um comunicado do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito. Em meio a um trabalho de conservação, a equipe de arqueólogos também descobriu novas inscrições que estão sendo decifradas e analisadas.

Shoshenq III reinou de cerca de 825 a 773 a.C., antes da unificação do Egito. O seu reinado foi “marcado por uma sangrenta guerra dinástica entre os reis do norte [ele] e dois reis do sul [seus primos]. Apesar disso, ele construiu muitos monumentos em Tanis, incluindo seu próprio túmulo, onde Osorkon II, também da 22ª dinastia, já estava sepultado.

Shoshenq III foi sepultado no túmulo de Osorkon II

A descoberta dos shabtis, feitos de faiança (cerâmica vidrada), no túmulo de Osorkon II indica que Shoshenq III não foi sepultado em seu túmulo. Ele estava em um sarcófago sem identificação no túmulo de Osorkon II, como descobriram os pesquisadores.

“A presença dos shabtis perto do sarcófago anônimo, bem como inscrições na parede adjacente, indica claramente que ele foi enterrado aqui e não em seu próprio túmulo”, disse Frédéric Payraudeau, diretor da missão arqueológica, à Live Science. “O motivo pelo qual Shoshenq III foi sepultado no túmulo de um antecessor é uma questão que precisamos analisar”.

Além disso, alguns artefatos no túmulo de Shoshenq III têm o nome de Shoshenq IV, governante na 23ª dinastia. Segundo Aidan Dodson, professor de egiptologia da Universidade de Bristol, no Reino Unido, ele “pode ter se apropriado do túmulo de Shoshenq III e o sepultado no túmulo próximo de Osorkon II”. Afinal, no Antigo Egito, não era incomum reutilizar túmulos.

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